Caso das Cabeças Cortadas: Terceira fase da Operação Adsumus (estamos presentes) contou com mais de 60 policiais nas ruas de Paranaguá

CASO DAS CABEÇAS CORTADAS: TERCEIRA FASE DA OPERAÇÃO ADSUMUS (ESTAMOS PRESENTES) CONTOU COM MAIS DE 60 POLICIAIS NAS RUAS DE PARANAGUÁ - RÁDIO DIFUSORA MAIS FM
A operação focou em prender bandidos que chefiam o tribunal do crime, uma espécie de justiça paralela que define quem vive e quem morre no meio da bandidagem em bairros da periferia na cidade portuária. / FOTO: RICARDO VILCHES/RICTV CURITIBA

A operação focou em prender bandidos que chefiam o tribunal do crime, uma espécie de justiça paralela que define quem vive e quem morre no meio da bandidagem em bairros da periferia na cidade portuária. 

Entre os presos está a “Baiana do Porto Seguro”, segundo a polícia uma mulher de alta periculosidade presa durante a operação em sua residência no bairro Porto Seguro, às margens da PR 407 (estrada das praias) que liga Paranaguá a Pontal do Paraná.

Traficante de drogas, ela seria uma das principais compradoras de produtos de vazadas, crime comum em Paranaguá que se trata da abertura de bicas de caminhões graneleiros para roubar parte das cargas de soja, farelos e fertilizantes.

Quando os motoristas diminuem a velocidade para passar por quebra-molas, os ladrões se aproveitam e abrem as bicas derramando parte da carga na pista. Depois recolhem, ensacam e vendem a receptadores.

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A polícia diz que entre eles há muitos usuários de drogas, que trocam a mercadoria roubada por entorpecentes diretamente nas bocas de fumo localizadas nos bairros Vila São Jorge, Porto Seguro e Vila dos Comerciários.

Tribunal: Nessa semana a polícia já havia prendido “Tio Tonha”, bandido foragido com dois mandados de prisão que se escondia numa residência localizada num beco com acesso pela rua José Cadilhe, no bairro Porto dos Padres.

O grupo criminoso que “Tio Tonha” e “Baiana” integram ficou conhecido como tribunal do crime por promover uma suposta “limpeza” nos bairros, eliminando usuários de drogas com dívidas e marginais que não se enquadram na “disciplina” imposta pelos bandidos.

Eles são apontados por envolvimento em pelo menos quatro mortes, geralmente mandando matar para intimidar e cortando as cabeças para dar o recado de quem manda em determinada área é o tribunal do crime.

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Em pelo menos dois casos as vítimas tiveram as cabeças cortadas. Depois os corpos eram desovados na região do Rio Emboguaçú, que marca também o quilômetro zero da BR 277, área de bairros populosos em Paranaguá, como Padre Jackson, Vila Guarani, Jardim Iguaçu e Vila Marinho.

Crimes: O primeiro corpo encontrado foi o de Josemar Martins dos Santos, 31 anos, boiando no Rio Emboguaçú no dia 25 de outubro. Duas semanas depois, também no Rio Emboguacú, apareceu o corpo de outro homem assassinado do mesmo modo, a facadas e sem a cabeça. Era Osmar Teixeira Policarpo, 35 anos, que também morava nas imediações.

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