O desenvolvimento pede passagem e o Litoral finalmente tira os pés do chão

COLIT

O-desenvolvimento-pede-passagem-e-o-Litoral-finalmente-tira-os-pés-do-chão / Foto de Val Vesa

Por vários anos a população do litoral paranaense vem sofrendo com a falta de infraestrutura, o atraso no desenvolvimento de políticas que incentivem o turismo, falta de oportunidades e empregos para as pessoas que mais precisam e, principalmente, assistindo regiões como Santa Catarina caminharem a passos largos no caminho do desenvolvimento, da modernidade e da geração de oportunidades para todos.

O litoral paranaense estacionou, não evoluiu, e para muitos até regrediu, se comparado a outras regiões com capacidade menor do que aquela que temos ao natural.

Pois bem, 2019 chegou e com o novo ano veio também um novo governo e, até este momento, também uma nova forma de se pensar e de se agir em prol do desenvolvimento e dos novos investimentos.

É cedo ainda, sim, a gestão Ratinho Junior está apenas no início, mas é do começo que se faz a diferença. Nesta semana, noticiamos a assinatura do decreto 0518 que revogou a obrigatoriedade de anuência do Colit em procedimentos de licenciamento ambiental e autorizações florestais.

Governador Ratinho Junior / Foto: reprodução

Na prática, o Governador está desburocratizando os procedimentos para aberturas de empresas e ampliações das áreas de atuações das corporações que já operam em nosso Estado. 

O Colit, que é o Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral, foi criado em 1984 e é composto por órgãos do governo estadual, prefeitos, universidades e organizações da sociedade.

Até então, era responsável por analisar e aprovar diversos tipos de licenciamentos ambientais nos sete municípios do litoral paranaense.

A medida do governador gerou discórdias, principalmente entre ambientalistas que perdem a força para analisar cada um dos novos procedimentos e afirmam que os riscos ao meio ambiente aumentam consideravelmente.

Porém, é importante destacar que a legislação ambiental, que, diga-se de passagem é uma das mais rígidas do mundo, não foi alterada e, sendo assim, continua tendo que ser respeitada.

Colit / Foto: reprodução

O que mudou, de fato, é que um empresário que tenha o interesse em investir no litoral não precisará aguardar mais por três, quatro, cinco ou 10 anos para ter um processo de novo empreendimento analisado e aprovado.

É inconcebível que uma pessoa que tem o interesse de criar oportunidades e gerar empregos, seja tratada com desdém ou entre em uma fila com milhares de outros processos que tem o mesmo objetivo.

Com o novo decreto, os empreendimentos continuam sendo analisados por profissionais especializados, porém, com menos amarras e maior agilidade.

Esta é a solução para todos os nossos problemas? Claro que não, longe disso, mas podemos dizer que o primeiro passo foi dado.

Seja muito bem-vindo, desenvolvimento. A população do litoral já lhe aguardava e sonhava com você há muitos anos.

Jornalista Thiago Campos

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