Jovens entre 16 e 34 anos fazem autodiagnostico médico pela internet

Pesquisadores são surpreendidos em pesquisa feita em todas as capitais brasileiras ao descobrir que 55% das pessoas que praticam autodiagnóstico são das classes A e B. Entre os motivos está o imediatismo, que atinge sobretudo a geração de 16 a 34 anos

Segundo levantamento do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), entidade de pesquisa e pós-graduação na área farmacêutica, pessoas das classes A e B, com curso superior e jovens, são o perfil dos pacientes que usam a internet para se autodiagnósticar. O terceiro estudo do instituto sobre o tema apontou que 40,9% dos brasileiros fazem autodiagnóstico pela internet. Desses, 63,84% têm formação superior.

Na pesquisa anterior, de 2016, o índice de autodiagnóstico online foi de 40%. Na edição atual, os pesquisadores resolveram traçar o perfil de quem busca diagnósticos na internet e foram surpreendidos pelo resultado. Na classificação econômica, 55% das pessoas que fazem autodiagnóstico são das classes A e B e 26%, das classes D e E. O levantamento foi feito em maio deste ano em 120 municípios, incluindo todas as capitais, e ouviu 2.090 pessoas com mais de 16 anos.

Denize Ornelas, médica e diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), diz que o número de pacientes que chegam aos consultórios com autodiagnóstico e automedicação é crescente.

Ela defende que a relação entre médico e paciente seja fortalecida para evitar que as pessoas tenham consequências mais graves. “A maior parte das doenças começa com dor, febre, indisposição, sintomas mais gerais. Se o paciente se automedica e não espera a progressão, pode estar mascarando uma doença. Uma dor abdominal pode ser azia e má digestão, mas, se você faz uso constante de um antiácido, pode estar retardando um diagnóstico de câncer de estômago. É raro, mas pode acontecer.” Disse a médica.

Remédio sem prescrição deve ter uso restrito

Em 2016, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) definiu os critérios para que medicamentos pudessem ser considerados isentos de prescrição médica, entre eles não ter potencial para causar dependência, não ter indicação para doenças graves e ser tomados por curto período de tempo.

Parceria

Em 2016, o Google e o Hospital Israelita Albert Einstein fecharam uma parceria para oferecer informações confiáveis para usuários que fazem buscas na área da saúde por meio de quadros com dados sobre as doenças revisados pelo hospital.

No ano passado, o projeto foi ampliado e passou a ter dados sobre os sintomas. “Esta busca de sintomas aparece somente em celulares, uma vez que a maior parte das visitas é via mobile”, destaca o centro médico.

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