Ministério de Saúde alerta: Há 1.100 casos de sarampo confirmados no país

Segundo o Ministério, os surtos de sarampo, doença que estava erradicada no Brasil desde 2016, estão relacionados à importação do vírus da Venezuela

Foto: Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (8) que há 1.100 casos de sarampo confirmados no país, sendo 1.069 somente em Roraima e no Amazonas, Estados que passam por surto da doença. O número de mortes permanece o mesmo da semana passada – cinco no total, sendo quatro em Roraima e uma no Amazonas. Tratam-se de três venezuelanos e dois brasileiros (um bebê indígena yanomami de 9 meses e um bebê de 7 meses).

A Campanha Nacional de Vacinação Contra a Poliomielite e Sarampo começou na última segunda-feira (6) e segue até 31 de agosto. O Dia D de mobilização nacional está marcado para o dia 18 (sábado), quando mais de 36 mil postos de saúde estarão abertos no país. No total, 11,2 milhões de crianças devem ser vacinadas.

A meta é imunizar pelo menos 95% do público-alvo, numa tentativa de reduzir a possibilidade de retorno da pólio e a chamada reemergência do sarampo, doenças já eliminadas no Brasil. Em 2017, dados preliminares apontam que a cobertura no Brasil foi de 85,2% na primeira dose contra o sarampo (tríplice viral) e de 69,9% na segunda dose (tetra viral).

Foto: Ministério da Saúde.

Todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos devem ser levadas aos postos de vacinação, independentemente da situação vacinal. Amazonas é o Estado com mais casos da doença. São 788 confirmados e 5.058 em investigação. Já Roraima confirmou 281 casos e 111 estão em investigação.

A campanha nacional de vacinação contra o sarampo, e também contra a poliomielite, começou na última segunda-feira (6) em todo o país; em Roraima e no Amazonas, a campanha já havia iniciado em março com redução da recomendação da vacina de sarampo para 6 meses de idade, nos demais Estados é a partir de 1 ano.

Segundo o Ministério, os surtos de sarampo, doença que estava erradicada no Brasil desde 2016, estão relacionados à importação do vírus da Venezuela. O vírus de genótipo D8 que está circulando no país é o mesmo que circula na Venezuela.

 

Vacina contra o sarampo tem duas doses

A vacina contra o sarampo engloba duas doses. A primeira dose é da tríplice viral, que protege também contra caxumba e rubéola e deve ser dada logo após a criança completar 1 ano. A segunda dose é a tetraviral, que inclui a proteção à varicela (a catapora), aos 15 meses (1 ano e três meses de vida).

Foto: Ministério da Saúde.

Caso haja atraso na vacinação, crianças de até 4 anos ainda poderão receber as vacinas. Quem não foi vacinado e não teve a doença entre 5 e 29 anos de idade deve tomar duas doses da vacina tríplice viral. Pessoas não vacinadas e que também não tiveram a doença entre 30 e 49 anos devem receber apenas uma dose, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

O sarampo é uma doença altamente contagiosa, que pode ser transmitida de maneira direta, em contato com as secreções da pessoa contaminada ao tossir, espirrar e falar e, indireta, por meio do ar. Basta estar no mesmo ambiente para ser infectado.

Os principais sintomas são febre alta, tosse, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas no corpo. Entre as complicações estão a pneumonia e a encefalite.

Vacina da pólio é composta por cinco doses

 

Já a imunização contra a poliomielite é composta por cinco doses de vacina. As duas primeiras doses, aos 2 e 4 meses de idade, são injetáveis. As outras duas, aos 6 meses, 15 meses e 4 anos, são por via oral, as famosas gotinhas.

A poliomielite, também chamada de paralisia infantil, é transmitida pelas secreções ou fezes da pessoa infectada. O vírus é eliminado pelas fezes e pode contaminar a água e alimentos.

Crianças pequenas, que ainda não adquiriram completamente hábitos de higiene, correm maior risco de contrair a doença, segundo a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Foto: Ministério da Saúde.

Entre os sintomas estão febre, mal-estar e rigidez na nuca. A infecção pode afetar o sistema nervoso, levando à flacidez muscular e paralisando braços e pernas de maneira irreversível.

A cobertura vacinal contra a poliomielite caiu 20 pontos percentuais nos últimos anos. De 100% em 2011 foi para 78% em 2017, ano do último balanço do Ministério da Saúde.

Em relação ao sarampo, que, com a pólio, integra a campanha nacional de vacinação que começa nesta segunda-feira (6), também houve queda, que chega a 30 pontos percentuais – em 2017, a cobertura da primeira dose foi de 85% e da segunda, de apenas 70%.

Foto: Ministério da Saúde.
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