Médicos Britânicos Alertam: Há uma nova superbactéria que pode ser transmitida sexualmente

Para elaboração do estudo, foram ouvidos 169 especialistas em saúde sexual que atuam no Reino Unido.

A BASHH Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (sigla em inglês), faz alerta sobre uma infecção sexualmente transmissível que se alastra pelo mundo, tratada como “bactéria”. A contaminação acontece a partir da mycoplasma genitárium (MG) e ocorre em relações sexuais sem o uso do preservativo.

Pelo fato de ser desconhecida, ainda não há testes para o diagnóstico preciso e nem para o tratamento adequado. Todas as informações sobre esta superbactéria estão sendo reunidas e analisadas.

A maior preocupação da demora por achar o tratamento adequado é que a não reação do tratamento pode levar aproximadamente até 3 mil mulheres a terem a Doença Inflamatória Pélvica (DIP) causada por MG e com risco de infertilidade.

 

Características

Esta superbactéria possui sintomas semelhantes ao da clamídia, doença sexualmente transmissível também por meio de bactéria que causa dores, inflamação pélvica e corrimento, mas é mais resistente ao tratamento e se não tratada corretamente, pode levar a infecção dos órgãos reprodutivos e causar infertilidade. No caso do homem, provoca ardência ao urinar e secreção, além de inflamação dos órgãos internos.

De acordo com especialistas, homens e mulheres correm risco de serem contaminados pela MG quando fazem sexo desprotegido, no caso, sem o uso de preservativo. A contaminação pode ocorrer por via oral, vaginal e anal.

 

Prevenção e Tratamento

O estudo informa que 72% dos especialistas em saúde sexual disseram que é preciso mudar as práticas sexuais para se tornem mais seguras. No caso, recomendam um alerta das autoridades públicas sobre as ameaças do avanço da superbactéria.

O porta-voz da BASHH, Paddy Horner, afirmou que a MG é tratada com antibióticos, mas até recentemente não havia testes disponíveis para diagnosticar a doença. Segundo ele, houve situações de diagnóstico e tratamento equivocados.

Para elaboração do estudo, foram ouvidos 169 especialistas em saúde sexual que atuam no Reino Unido. Entre as recomendações apresentadas estão o melhor controle da resistência aos antibióticos, a busca pelo diagnóstico mais preciso, a redução de custos do tratamento e o acompanhamento.

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