Ágatha Bednarczuk Rippel.

Nossa medalhista de prata olímpica Ágatha vive sua melhor fase no esporte

Prata nos Jogos Rio 2016, a atleta paranaense trilhou um caminho repleto de derrotas e experiências para chegar ao topo de seu nível técnico à beira dos 30 anos

Ágatha Bednarczuk Rippel, de 34 anos, é do time das insistentes, das que não desistem. É da ala das que teimam sem medo, das tinhosas por natureza.

“Eu não considero que tenho um “big” talento, entende? Eu acho que sou esforçada, determinada. Então eu quero tanto que faço acontecer”, resume a medalhista de prata olímpica no vôlei de praia, quinta personagem da websérie Ninguém Nasce Campeão, da Rededoesporte.gov.br.

O conjunto de 17 vídeos, com 21 entrevistas, resgata momentos em que os atletas ainda não sabiam que teriam a projeção e o destaque que alcançaram, e busca o que foi essencial para a caminhada dar certo.

A paranaense de 1,81m é do tipo que “se joga” no que faz. Experimentou, ao longo da carreira, mais de uma dezena de parcerias. Testou, errou, perdeu, aprendeu, errou mais um pouco.

“Passei um ano inteiro só jogando qualifying. Jogava um jogo, perdia, voltava para casa, ia embora. Aí voltava na semana seguinte, jogava um torneio, perdia, ia para casa. E isso faz parte, não tem jeito”, comenta.

Para Ágatha, conjugar o verbo desistir nunca esteve na pauta. Não que curtisse perder. Pelo contrário. Cada tropeço era encarado com um degrau a mais numa longa escada.

Bárbara Seixas e Ágatha, atletas brasileiras de vôlei.

“Eu acho que essas derrotas ajudam a gente a crescer para caramba. Por mais que você tenha grandes habilidades, existe um crescimento que é importante e que faz a diferença entre um simples jogador e um atleta realmente profissional e vencedor, que é controlar a sua emoção, é crescer como ser humano”, afirma.

De fato, a visibilidade e os resultados mais, expressivos na carreira de Bárbara vieram a partir de 2011, já com 28 anos, quando conquista o bronze na Universíade de Shenzhen, na China, ao lado de Elize. No ano seguinte, forma pela primeira vez a parceria com Bárbara Seixas e passa a ser frequentadora de pódios em etapas nacionais e internacionais do vôlei de praia. A dupla acabou com o título geral do Circuito Nacional de 2012/2013.

Após um breve intervalo separadas, as duas voltam a se unir em 2014, na reta final de preparação para os Jogos Rio 2016. Entrosadas, passam a figurar assiduamente entre as melhores do circuito nacional e internacional. Na temporada 2015/2016, atingem o mais alto nível, com direito ao ouro no Mundial de Haia, na Holanda, com Ágatha eleita a MVP (Melhor Jogadora) do campeonato, e o título do Circuito Mundial, o que valeu para ambas a convocação para os Jogos Olímpicos de 2016.

Nas areias de Copacabana, uma campanha histórica, com direito a vitória na semifinal sobre a toda poderosa americana Kerri Walsh, que até então não sabia o que era derrota em Jogos Olímpicos. Ágatha e Bárbara venceram Walsh e April Ross por 2 sets a 0 e fizeram a final contra as alemãs Laura Ludwig e Kira Walkenhorst. Saíram do Rio com a prata olímpica.

“Chegar ao topo leva tempo. É no dia a dia que a gente aprende. E é principalmente nos momentos em que a gente está mal, nos momentos de derrota, que a gente cresce. Então, nesses momentos, a gente não tem de baixar a cabeça. Tem de pensar o porquê aconteceu aquilo e usar como oportunidade para crescer, para a próxima competição, para o próximo jogo”, ensina. “Posso dizer que a minha carreira teve muito mais baixos do que altos. Eu realmente comecei a ser uma atleta forte, vencedora, na beirada dos 30. Se você imaginar que nos 30 tem muito atleta já parando… foi o meu ápice”, avalia.

 

Fonte: Governo do Brasil.

Compartilhar:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *